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sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Luz vermelha para a imprensa marrom



Os teóricos, como Rosa Pedroso, enquadram a “imprensa marrom” como aquela em que há “valorização da emoção em detrimento da informação; exploração do extraordinário e do vulgar, de forma espetacular e desproporcional”. Continua, conceituando como uma “produção discursiva sempre trágica, erótica, violenta, ridícula, insólita, grotesca ou fantástica”. Mas isto, como diz Pierre Bourdieu, só existe graças ao polo econômico da já citada penny press, da imprensa como mercadoria ou produto.

Muito exagero lemos todos os dias nas bancas de jornais e revistas, vemos nas telas digitais de nossas TVs e ouvimos nas diversas emissoras de rádio.Por raciocínio lógico, é essa imprensa que publica noticias mentirosas ou inverdades devido a uma substancia que o ser humano e outros animais liberam que tendem a ter essa mesma cor!! Geralmente fazemos no banheiro!!


Existem jornais que fazem isso, porém informam ao leitor sobre qual ótica a notícia é veiculada. O problema ocorre quando isso é omitido. Muitas vezes a imprensa usa isso para atender os desejos de empresários, políticos entre outros. É uma grande falta de ética, pois foge aos princípios básicos do jornalismo que é a clareza, objetividade e parcialidade.

A imprensa marrom se mostra como um poder enorme visto que a imprensa é um meio de comunicação de massa, ou seja, muitas pessoas podem ser influenciadas por ela e assim gerar grandes mudanças na sociedade.

No tempo do regime militar houve muito disso, já que naquela época existia a censura, não podendo assim passar as notícias verdadeiras contra o atual governo da época.

A imprensa marrom usa de artimanhas jornalísticas e persuasivas para mudar totalmente o foco da notícia em questão. Por causa desse problema é que se deve ter um olhar crítico quanto aos meios de comunicação da imprensa. Porque ainda existem muitos que fazem uso da imprensa marrom até hoje.

Espero que você tenha gostado. Fique sempre alerta ao ouvir uma notícia. Até mais!


Bom carnaval a todos!!!

Thyago

Origem da Aids

 
Quatro anos após terem argumentado que os seres humanos provavelmente adquiriram o vírus da Aids ao comerem carne de chimpanzés, os mesmos pesquisadores dizem agora que rastrearam a origem do organismo até uma etapa ainda anterior - quando macacos foram devorados por chimpanzés.

Eles acreditam que o precursor simiano do vírus da Aids tenha sido criado em chimpanzés que comeram a carne de duas espécies de macacos infectados por vírus diferentes, mas aparentados: o mangabey de topete vermelho e o guenon de bigode.

Os pesquisadores chegaram a essa dedução ao seqüenciarem os genes dos vírus simianos da imunodeficiência em chimpanzés e em 30 espécies de macacos e, a seguir, compilarem as "árvores genealógicas" para verificar quais deles tinham parentesco mais próximo.

O estudo foi realizado em conjunto por pesquisadores da Universidade de Nottingham, Universidade do Alabama em Birmingham, Universidade Duke, Universidade Tulane e Universidade de Montpellier, na França. A conclusão é importante, afirma Beatrice Hahn, virologista da Universidade do Alabama em Birmingham e uma das autoras do estudo, "porque demonstra que os chimpanzés adquiriram o vírus exatamente da mesma forma que os humanos - ao devorarem animais que caçaram".

Nem os chimpanzés nem os macacos adoecem devido ao vírus. Ao contrário dos outros grandes macacos, os chimpanzés são caçadores formidáveis. Tropas de machos freqüentemente trabalham em conjunto; alguns perseguem os macacos por entre as copas das árvores enquanto outros aguardam nas árvores próximas para derrubar com um golpe as suas presas dos ramos. Outro grupo, no solo, segue a movimentação, saltando sobre os macacos que são derrubados e espancando-os até a morte.

Os machos caçadores despedaçam as suas presas membro a membro e as comem no local da caçada, dividindo as carcaças ou trocando-as por relações sexuais com as fêmeas, de forma que é fácil visualizar o contato com o sangue, derivado de "feridas abertas ou da mastigação de ossos", diz um pesquisador. A teoria mais aceita sobre a origem do HIV é que em algum lugar na África Central, provavelmente entre 1910 e 1950, um chimpanzé caçador contraiu o vírus ao se ferir enquanto esquartejava uma carcaça de macaco.

A seguir, o vírus simiano sofreu uma mutação, transformando-se no HIV e espalhando-se entre os humanos, na maioria dos casos por meio de relações sexuais. No entanto, "muita gente não acredita nisso e diz que a origem do vírus está na vacina contra a poliomielite, em agulhas sujas, em tatuagens ou em práticas tribais malucas", afirma Hahn. "Isso revela falhas de argumentação." Especialistas que não estão vinculados ao estudo dizem que ele é plausível.

Ronald Desrosiers, professor de genética da Escola de Medicina da Universidade Harvard, diz que "parece que a teoria faz sentido" e demonstra como é fácil a transferência de doenças entre espécies. Outro especialista, Edward Hooper, argumentou no seu livro de 1999, "The River" ("O Rio"), que um vírus de chimpanzé foi transmitido aos seres humanos quando uma vacina oral experimental contra a poliomielite foi cultivada em um meio contendo células de chimpanzé e utilizada em regiões do antigo Congo Belga, de 1957 a 1960.

Ele diz que o novo estudo é "razoavelmente plausível, embora baseado em dados limitados". "Não tenho problemas com relação à idéia de que os chimpanzés contraíram o vírus ao comerem macacos", afirma.
 
Os cientistas acreditam que dois vírus de macaco estão envolvidos no processo, já que o vírus dos guenons (Cercopithecus nictitans) era o mais assemelhado na parte do genoma que contém o código para o envelope protéico do microorganismo, enquanto que o vírus do mangabey (Cercocebus torquatus) apresentou maior similaridade em um segmento diferente. Não há meios de se saber quando os dois vírus se fundiram no organismo de um chimpanzé. "Pode ter sido há séculos ou há dezenas de milhares de anos", explica Hahn.

O vírus do chimpanzé foi encontrado em duas subespécies que habitam a África Central, conhecidas como troglodytes e schweinfurthii, mas, até o momento, não na subespécie que vive mais a oeste, o verus, e tampouco em uma espécie próxima, que habita uma região ao sul do Rio Congo, o banobo peludo ou chimpanzé pigmeu.

O fato de o vírus não ter conseguido se disseminar entre todos os chimpanzés antes de estes terem se diversificado em subespécies sugere que o microorganismo é relativamente novo, dizem os pesquisadores. As subespécies estão separadas há períodos enormes por grandes rios como o Congo e o Ubangi, já que os chimpanzés são incapazes de atravessar barreiras aquáticas.

Um estudo assemelhado sobre o vírus em chimpanzés selvagens, realizado por vários dos mesmos autores, e que deve ser publicado no periódico "Journal of Virology" no mês que vem, revela que a sua ocorrência é bem menos comum nesses animais do que nos macacos e que a taxa de infecção varia de região para região e de bando para bando. Nenhum dos chimpanzés estudados no Parque Nacional Kibale, em Uganda, estava infectado. Estima-se que cerca de 13% dos chimpanzés do Parque Nacional Gombe, na Tanzânia, tenham o vírus.

Já entre os macacos adultos, entre 50% e 90% da população está infectada com a sua versão do vírus, diz Paul M. Sharp, professor de genética da Universidade de Nottingham. Devido ao fato de os chimpanzés selvagens, que chegam a quase dois metros de altura, serem capazes de matar facilmente os seres humanos, a obtenção de amostras sangüíneas é tarefa perigosa, de forma que os pesquisadores observam os animais de uma distância suficientemente próxima para que possam examinar amostras de fezes e urina. Ainda não se sabe exatamente como os chimpanzés infectam uns aos outros e por que a doença não está mais disseminada entre eles, já que possuem vários parceiros sexuais e brigam com freqüência, muitas vezes distribuindo mordidas, uma prática que em alguns raros casos resultou na transmissão do vírus entre os humanos.

sábado, 28 de janeiro de 2012

Sugestão de leitura: O Homem Invisível, Ralph Ellison, 1952



Boa noite caros leitores! a sensação de desânimo passou ( Que milagres um rivotril com coca-cola fazem!!). Estou concluindo a leitura de um clássico - O Homem Invisível, de Ralph Ellison. Deste modo, passo para recomendar a obra por se tratar de uma leitura leve e construtiva.


Trata-se, pois,  de um  romance clássico da literatura norte- americana. Publicado nos Estados Unidos pela primeira vez em 1952, tem sido constantemente republicado, citado, comentado. Invisível para os brancos racistas, para os brancos emancipadores e para os próprios negros radicais, o protagonista desta obra deseja apenas ser como é.


O Homem Invisível é desses livros que marcam não só a literatura, mas influenciam também a maneira como a sociedade reflete sobre seus problemas: a expressão "homem invisível" tornou-se uma metáfora da situação do negro na sociedade americana. 


Muitas coisas extraordinárias acontecem nessa história, algumas chocantes e brutais, outras tristes e comoventes - sempre com elementos de ironia e do burlesco que aparece em lugares inesperados. As muitas pessoas que o herói encontra em sua caminhada desde uma universidade para negros no Sul racista dos Estados Unidos até o Harlem, em Nova York, são notavelmente significativas. Com elas, ele se envolve em surpreendentes aventuras, levado por suas próprias ilusões e pela duplicidade e cegueira dos outros.




Boa Leitura!!!


Thyago

sábado, 14 de janeiro de 2012

Amy Winehouse – Lioness: Hidden Treasures

Boa tarde caros leitores!!! encontro-me um tanto baixo astral, entediado... então veio a idéia de escrever algo sobre o álbum póstumo da prima Amy, que se trata de uma compilação de raridades e takes perdidos que  apenas evidencia o potencial de minha porra louca favorita, que partiu muito cedo.
AMY WINEHOUSE TL

O álbum póstumo da cantora britânica Amy Winehouse, Lioness Hidden Treasure é um pouco como a colagem emocionante de velas, garrafas, cinzeiros, notas escritas a mão e violões colocados diante da porta de sua casa no fim de julho, após sua morte, depois de um excessivo consumo de álcool. Evidencio que seja provável que algumas gravações talvez nunca tivessem sido divulgadas se ela ainda estivesse viva.

O álbum atravessa a vida da artista, com os altos e baixos, assim como o tempestuoso casamento com Blake Fielder.

Depois de um primeiro álbum aclamado pela crítica, Frank, de 2003, Amy ganhou fama mundial com o segundo, Back to Black, de 2006, o mais vendido no mundo no primeiro semestre de 2007. Já o disco Lioness Hidden Treasures também revela a forma como a vida da artista desmoronou nos últimos anos.

Andei pesquisando e descobri que grande maioria das canções data de 2002 a 2004. Isto mostra que ela trabalhou muito pouco, ou conseguiu trabalhar muito pouco, após o lançamento de Back to Black

Todo o poder que emana da voz de Amy pode, de alguma forma, ser sentido. E por mais que apenas uma das canções date de seus últimos meses de vida, é nítido e claro o conflito interno passado pela cantora.
Lioness é um disco para ser incompreendido e, dessa forma, aceito como ele só.

Ou aqui para baixar: http://www.4shared.com/rar/MBHwbkTr/2011_-_lioness_-_hidden_treasu.html

Abaixo você confere os comentários do crítico Zampieri sobre todas as músicas do novo CD de Amy Winehouse, Lioness: Hidden Treasures. 


Música 1 - "Our day will come (Reggae Version)" - clássico dos anos 60, foi gravada em maio de 2002 na versão reggae;
Música 2 - "Between the cheats": é uma música inédita de Amy, gravada em 2008. Uma ótima surpresa!;
Música 3 - "Tears dry": música inédita de May, foi gravada em 2005 em Miami. É uma versão mais lenta da música que está em "Back to black";
Música 4 - "Wake up alone": primeira música gravada para o CD "Back to black", o grande disco de Amy;
Música 5 - "Will you still love me tomorrow": versão de Amy para o clássico de Carole King, foi gravada em 2004;
Música 6 - "Valerie": música foi gravada em 2006; é a versão mais lenta da canção que Amy tocava em seus shows;
Música 7 - "Like smoke": Amy canta com o rapper Nas, de quem se declarava fã;
Música 8 - "The girl from Ipanema": a música brasileira do disco. Foi gravada em 2002, com elogios dos mestres da Bossa Nova;
Música 9 - "Halftime": música gravada em 2002, de Amy com Ahmir, da banda The Roots;
Música 10 - "Best friends": com produção de Salaam Remi, foi gravada em 2003; era uma das preferidas de Amy;
Música 11 - "Body & soul": Amy canta com Tony Bennett, música clássica dos anos 30; foi a última gravação em estúdio de Amy, em Londres;
Música 12 - "A song for you": música de um dos cantores favoritos de Amy, Donny Hathaway; gravação teve apenas Amy e seu violão  .

Abraço carinhoso a todos!

Thyago


quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Meu nome é Cocaína!!! Associação de Parceria Contra as Drogas

Boa tarde caros leitores!!! Lembro dessa campanha anti-drogas veiculada na TV; procurando na web encontrei o vídeo, as imagens são um tanto chocantes, mas remetem à realidade do usuário de cocaína.

 Mantenham-se longe dela...
Sem mais comentários.... Abraço a todos!

Thyago

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Vivenciando um tratamento de desintoxicação


Boa noite caros leitores! estive ausente por algum tempo, contudo, voltei. Desde já, desejo boas festas a todos! Quero dividir com vocês a vivência de meu atual tratamento em uma clínica de reabilitação, tive problemas com álcool, maconha e cigarros que comprometeram meus anos de 2010 e 2011... Espero que 2012 seja produtivo e sadio pra todos nós!

Com a colaboração dos profissionais de saúde Sandra, Simone, Emília e Ubiratam que vem me ajudando, relatos de meus colegas pacientes da clínica, (e com suporte na enciclopédia médica), sem mais delongas.....

Participo de uma proposta chamada clínica-dia, ou seja, entro 09h e saio 16:30h, de segunda a sexta-feira. O tratamento da doença da dependência torna-se simples, na verdade, desde que o paciente já tenha se conscientizado de sua doença e realmente esteja disposto a entrar em recuperação, apesar das dificuldades envolvidas. Simples, no entanto, não quer dizer fácil, e se o paciente não está disposto a enfrentar o tratamento de frente, não conseguirá a recuperação.

Vejo pouca eficácia no tratamento compulsório, ou seja, quando o paciente não está ainda realmente convicto da necessidade de tratamento e vai "à força". Por maior que seja a boa vontade de familiares e amigos, no entanto, ninguém pode ajudar o paciente independente do desejo real deste.

Uma vez que o paciente esteja desejando o tratamento, o primeiro passo é a abstinência total de qualquer droga potencialmente causadora de dependência, mesmo que o paciente não seja um usuário costumaz ou "descontrolado" da droga. O tratamento da Dependência Química não é somente parar de beber ou de usar outras drogas, mas, enquanto continuar usando qualquer droga, com qualquer freqüência, o paciente não estará em recuperação.

"Para quem consumia drogas, em especiais as pesadas como cocaína, alcool (isso mesmo) e crack, os primeiros dias sem a droga são difíceis, pois o corpo e a mente do dependente exigem a droga", frisa minha colega de clínica Eweline, 31 anos.


Os sintomas de abstinência real, física, têm curta duração: em 5 a 10 dias, o corpo já esqueceu da droga (pra mim a abstinência dos cigarros foi cruel). Qualquer sintoma de abstinência depois do 10° dia de abstinência total são de natureza psicológica ou sintomas de algum distúrbio físico ou mental desenvolvido durante o uso da droga e não percebido durante a ativa.

O paciente deve entender que a medicação é somente um suporte químico para os primeiros tempos, e não o tratamento. Tampouco deve esperar que o remédio lhe resolva todos os problemas. Mesmo com o esquema mais adequado, ainda podem persistir sintomas. Desde o primeiro comprimido, o dependente deve entender que não deve substituir a droga de abuso pela droga médica, e que medicação não pode resolver problemas de vida.

Freqüentemente, familiares e amigos bem intencionados querem internar o paciente contra sua vontade. Os benefícios desta atitude são questionáveis. Embora realmente uma minoria dos pacientes internados "à força" acordem para a necessidade de tratamento após um período de afastamento forçado da droga, geralmente estas internações involuntárias são pouco efetivas.

Se o paciente apresenta grave transtorno mental, que, na opinião do médico e de seus familiares, limite sua capacidade de decidir por si mesmo, a internação involuntária pode ser realizada, sempre de acordo com a lei. Nestes casos, no entanto, não se trata de uma internação psiquiátrica para tratamento da Dependência Química, mas do transtorno mental relacionado a ela ou não.

Vencida a abstinência inicial, o paciente provavelmente já estará sem medicação, a não ser que algum quadro psiquiátrico se desenvolva que necessite de medicação não-indutora de dependência. Recomeçará, aos poucos, a remontar sua vida sem a droga.

Muitas vezes, a ajuda psicoterapêutica individual pode auxiliar o paciente nesta remontagem de vida. No entanto, somente a psicoterapia individual, sem o suporte grupal, dificilmente dá bons resultados. O paciente deve procurar um psicoterapeuta acostumado a tratar de dependentes químicos.

Finalmente, alguns pacientes necessitam de tratamentos mais prolongados em uma instituição, devido à grave situação psicossocial em que se encontram, que lhes impede de manter a abstinência e a recuperação na grande sociedade. Para estes pacientes, é recomendado o ingresso em uma Comunidade Terapêutica.

Os familiares do dependente, ou seja, todas aquelas pessoas que vivem em intimidade com o paciente, e compartilham com ele  o chamado adoecimento emocional, também necessitarão de orientação e tratamento específico.

Os males da mídia sensacionalista

Aconteceu em uma revista de grande circulação, em 1989. O cantor Cazuza ficou transtornado com esta capa da Veja, que chegou a ser hospitalizado. A entrevista que ele dera à revista foi usada de forma reprovável. Na capa, um Cazuza assustadoramente cadavérico ilustrava a sensacionalista chamada “Uma vítima da aids agoniza em praça pública”. A abertura da matéria decretava sua morte: “O mundo de Cazuza está se acabando com estrondo e sem lamúrias. Primeiro ídolo popular a admitir que está com Aids, a letal síndrome da imunodeficiência adquirida, o roqueiro carioca nascido há 31 anos com o nome de Agenor de Miranda Araújo Neto definha um pouco a cada dia rumo ao fim inexorável. Mas o cantor dos versos ‘Senhoras e senhores / Trago boas novas / Eu vi a cara da morte / E ela estava viva’ faz questão de morrer em público, sem esconder o que está se lhe passando.” A repórter Angela Abreu, uma das responsáveis pela entrevista, se demitiu ao ver o que fora feito de sua apuração (na Veja, as matérias não são escritas por quem as apura, mas por redatores que recebem a apuração já pronta).

sábado, 1 de outubro de 2011

Mulher: a cada estilo, uma identidade


Bom dia leitores!!! Nesse clima de chove / não chove, hoje é dia de cuidar de meu canto.... e aproveitar pra dá uma atualizada no blog. Hoje elucidarei um pouco acerca do talento feminino para a escrita crítica.


Já dizia Rousseau, sagrado filósofo humanista suíço“As mulheres constituem a metade mais bela do mundo.” Além dele, vários pensadores, poetas, compositores e reles mortais entoaram versos sobre a mulher.
 Mas, meu intuito, hoje, é dedicar um espaço poético à mulher: de mulher pra mulher, feito por e para mulher. Selecionei, então, algumas escritoras e poetisas, tanto brasileiras quanto de outras partes desse mundão de meu Deus. E começo com ela, minha preferida:





‎"Na vocação para a vida está incluído o amor, inútil disfarçar, amamos a vida. E lutamos por ela dentro e fora de nós mesmos. Principalmente fora, que é preciso um peito de ferro para enfrentar essa luta na qual entra não só o fervor, mas uma certa dose de cólera, fervor e cólera. Não cortaremos os pulsos, ao contrário, costuraremos com linha dupla todas as feridas abertas." (Lygia Fagundes Telles)


“Inútil querer me classificar,eu simplesmente escapulo não deixando. Gênero não me pega mais.” CLARICE LISPECTOR





“Tenho cérebro masculino, como lhe disse, mas isso não interfere na minha sexualidade, que é bem ortodoxa. Já o coração sempre foi gelatinoso, me deixa com as pernas frouxas diante de qualquer um que me convide para um chope. Faz eu dizer tudo ao contrário do que penso: nessas horas não sei onde foram para minhas ideias viris. Afino a voz, uso cinta-liga, faço strip-tease. Basta me segurar pela nuca e eu derreto, viro pão com manteiga, sirva-se.” MARTHA MEDEIROS



“Ao teu lado me estendo imensa. De púrpura. De prata. De delicadeza.” HILDA HILST



“Quando nasci um anjo esbelto,desses que tocam trombeta, anunciou:vai carregar bandeira.Cargo muito pesado pra mulher,esta espécie envergonhada.Aceito os subterfúgios que me cabem,sem precisar mentir.Não sou tão feia que não possa casar,acho o Rio de Janeiro uma beleza eora sim, ora não, acredito em parto sem dor.Mas, o que sinto escrevo. Cumpro a sina.Inauguro linhagens, fundo reinos(dor não é amargura).Minha tristeza não tem pedigree,já a minha vontade de alegria,sua raiz vai ao meu mil avô.Vai ser coxo na vida, é maldição pra homem.Mulher é desdobrável. Eu sou.” ADÉLIA PRADO



“Apesar das diferenças dos sexos, eles se misturam. Em todo ser humano uma vacilação de um sexo para outro tem lugar, e com frequência é somente as roupas que mantêm o macho ou fêmea semelhantes, enquanto por debaixo o sexo é muito oposto do que está por cima.” VIRGINIA WOOLF

“Aprendi com a primavera a deixar-me cortar e voltar sempre inteira.” CECÍLIA MEIRELES





“Eu sou aquela mulher que fez a escalada da montanha da vida, removendo pedras e plantando flores.” CORA CORALINA






“A vida é sempre a mesma para todos: rede de ilusões e desenganos. O quadro é único, a moldura é que é diferente.” FLORBELA ESPANCA

De fato, foram mulheres muito adiante do padrão estipulado em sua conjuntura social , como diríamos em termos populares, "avançadas pra sua época":  algumas bohemias, quase todas fumantes, noturnas e intelectuais. Entretanto, é evidente que talento tem seu preço quando mal administrado.


Bom final de semana a todos!

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Simbologia contraditória no nosso judiciário...



Lembro claramente das aulas que tive sobre Direitos Reais a uns anos atrás nas quais era enfatizado que pra ordem jurídica as aparências contam muito - e de fato contam, de tal forma que vem, em diversas situações, coberta de hipocrisia contraditória ao que chamamos de "estado democrático de direito".

Hoje ouvi um comentário de minha amiga Kelda Carvalho, demonstrando essa antítese nos quadros e esculturas da deusa Themis: minha nobre colega elucidou uma situação (creio que Brasil afora nao seja raro) em que um certo juiz por aí impediu um senhor, lavrador, de participar de uma audiência ao qual ele era parte interessada por que ele estava de chinelos, e não de sapatos. 

O paradoxo fica entre a atitude do magistrado e os quadro ou estátua que eles, os operadores do direito, idolatram e tem em suas mesas e paredes: a deusa do direito, Themis, DESCALÇA OU DE CHINELOS. A venda nos olhos remete que a justiça não enxerga diferenças, entretanto, creio que a hipocrisia no meio jurídico é quem tira a visão para o que é de fato justo ou não.

Fazer o que, não é? A Themis do Século XXI deveria vir de salto alto, maquiada com Lancome, vestindo Prada, com um celular em uma mão e o cartão de crédito na outra.

Thyago Pinto de Sousa

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Cinema Clássico: O Pássaro Azul (1940)


Boa madrugada caros leitores! Segue abaixo mais uma sugestão de cinema clássico, recomendo para quem aprecia a sétima arte.

Breve sinopse:

Mytyl (Shirley Temple) é uma menina mal humorada e que não dá valor à família que tem e aos amigos. Ela captura um pássaro e o prende em uma gaiola. Até que ela e seu irmão Tytyl (Johnny Russell) recebem com pesar a notícia de que o pai irá para a guerra e ficam tristes. Até então seu mundo é preto e branco. Até que ela recebe a visita de Luz (Sybil Jason), uma fada, que irá lhe guiar e ao seu irmão, juntamente com a gata e o cachorro agora transformados em gente, em busca do pássaro azul da felicidade, que poderá estar no passado, presente ou no futuro. No passado eles reencontram os avós já falecidos, no presente eles são adotados por uma família rica porém egoísta, e no futuro eles veem a irmã que ainda terão. Ao retornar da viagem, ela descobre que a felicidade sempre esteve em sua casa, na figura do pássaro, agora azul, preso em sua gaiola.


  Prêmios
- Indicado ao Oscar de Melhor Fotografia Colorida e Efeitos Especiais.

Download:
Este longa-metragem é de  domínio público. Segue abaixo o Torrent para baixar o filme. Uma sugestão: utilizem o programa Utorrent para fazer o download do filme.
E o link para baixar e instalar o programa recomendado é:
Bom filme e um excelente final de semana a todos!
Thyago Pinto



sexta-feira, 17 de junho de 2011

HISTÓRIA DAS MOEDAS DO BRASIL


HISTÓRIA DAS MOEDAS DO BRASIL
MIL - RÉIS


500 Mil Réis - D. Pedro II - Quinta Estampa
Mil Réis foi um padrão monetário que durou de 1500 a 1942, passando pelos períodos colonial, imperial e parte da república. Foi substituído pelo Cruzeiro às 00:00 horas do dia 1 de Novembro de 1942. A substituição foi causada pela divisão milesimal, quedificultava o comércio internacional, baseado na divisão centesimal da moeda. Um "Mil Réis" passou a ser um " Cruzeiro".

CRUZEIRO


0 Cruzeiros - Marechal Deodoro da Fonseca - Segunda Estampa
O Cruzeiro foi criado dia 5 de Outubro de 1942, mas só passou a valer como unidade monetária a partir da meia-noite do dia 31 de Outubro de 1942. Ele substituiu o padrão Mil-Réis, que causava problemas por ter divisão milesimal. Outro objetivo dessa mudança foi unificar o meio circulante, já que na época existiam 56 tipos diferentes de cédulas, sendo 35 do tesouro nacional, 14 do Banco do Brasil e 7 da extinta Caixa de Estabilização. Foram usadas aproximadamente 8 notas do padrão Mil-Réis, carimbadas para o novo valor. Em 1967 o cruzeiro foi substituído pelo Cruzeiro Novo por excesso de zeros, causado pela alta inflação.

CRUZEIRO NOVO


10 Cruzeiros Carimbados para 1 Centavo de Cruzeiro Novo -
Getúlio Vargas - Segunda Estampa
Cruzeiro Novo foi implantado no dia 13 de fevereiro de 1967. O Cruzeiro, padrão monetário desde 1942, perdia três zeros e se transformava em Cruzeiro Novo. O Cruzeiro Novo foi o único padrão monetário que não teve cédulas próprias. Banco Central reaproveitou cédulas do Cruzeiro, carimbando-as para o Cruzeiro Novo. O carimbo utilizado era formado por 2 círculos concêntricos, com o valor expresso no centro e as palavras BANCO CENTRAL e CENTAVOS ou CRUZEIROS NOVOS no espaço entre os círculos.
Foram também cunhadas, moedas de 1, 2, 5, 10, 20 e 50 centavos, todas com o mesmo anverso: a efígie da república de perfil e a palavra BRASIL à esquerda.

CRUZEIRO


O Cruzeiro substituiu o Cruzeiro Novo em 15 de Maio de 1970, sendo que um Cruzeiro
valia um Cruzeiro Novo. Durou até 27 de fevereiro de 1986, quando foi substituído pelo Cruzado, por excesso de zeros.

CRUZADO


100 Cruzados - Juscelino Kubitschek
O Cruzado é proveniente do Plano Cruzado, implantado pelo governo Sarney. O Plano tinha como objetivo combater a inflação e aumentar o poder aquisitivo da população. A partir do dia 28 de Fevereiro de 1986, mil cruzeiros passaram a valer um cruzado.
Para implantar o Cruzado o governo aproveitou as cédulas de 10 mil, 50 mil e 100 mil cruzeiros, carimbando-as para o novo padrão. O Carimbo era circular com as palavras "Banco Central do Brasil" e "Cruzado", com o valor no centro. Também foram cunhadas moedas de 1, 5, 10, 20 e 50 centavos e também as moedas de 1 e 5 cruzados,
todas cunhadas em aço e com o mesmo reverso.

CRUZADO NOVO


100 Cruzados Novos - Cecília Meireles
Cruzado Novo entrou em circulação no dia 15 de janeiro de 1989, na segunda reforma monetária do presidente José Sarney. A nova moeda substituía o Cruzado, sendo que um Cruzado Novo valia 1000 Cruzados. Durou apenas 14 meses, até a reforma monetária do
governo Collor, que reimplantou o Cruzeiro pela terceira vez.
Foram aproveitadas as cédulas de mil, 5 mil e 10 mil Cruzados, que receberam um carimbo para o novo padrão monetário.O carimbo adotado era um triangulo com as palavras "cruzado novo" em duas linhas próximas à base do triângulo.

CRUZEIRO


50.000 Cruzeiros - Câmara Cascudo
O Cruzeiro foi reintroduzido como padrão monetário em substituição ao "Cruzado Novo", como parte do "Plano Collor", sem ocorrer a perda de três zeros. O Plano Collor consistia de um pacote econômico que bloqueou por 18 meses os saldos em contas correntes e aplicações financeiras, tabelou preços e pré fixou os salários.

CRUZEIRO REAL


50.000 Cruzeiros Reais - Baiana
O Cruzeiro Real foi implantado no 1o de Agosto de 1993, substituindo o Cruzeiro, por excesso de zeros. Foram aproveitadas as notas de 50 mil, 100 mil e 500 mil Cruzeiros, devidamente carimbadas para o novo padrão. O Cruzeiro Real saiu de cena dia 30 de Junho de 1994 para dar lugar ao Real.

REAL




10 Reais - Efígie da República
O Real foi lançado pelo Plano Real no governo Itamar Franco, com o objetivo de criar uma moeda forte e acabar com a inflação. Primeiramente foi estabelecido um índice paralelo para efeito de transição, a Unidade Real de Valor (URV). A Conversão de Cruzeiros Reais para Reais foi feita mediante a divisão do valor em 


Cruzeiros Reais
pelo valor da URV de CR$2.750,00. Portanto:
CR$ 2.750,00 = R$ 1,00 (um Real)
CR$ 1.000.000,00 = R$ 363,63

Fonte: Biblioteca Virtual - USP