Pesquisar este blog

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Maranhão, uma grande descoberta!

Não vou me ater aos escândalos da sarneylândia, da pobreza e índices de IDH tristes, mas das belezas que meu Estado possui.... Quarta feita estarei já na "Terrinha"!!!






Localizado entre as regiões Norte e Nordeste, o Maranhão tem o privilégio de possuir, devido a exuberante mistura de aspectos da geografia, a maior diversidade de ecossistemas de todo o País. São 640 quilômetros de extensão de praias tropicais, floresta Amazônica, cerrados, mangues, delta em mar aberto e o único deserto do mundo com milhares de lagoas de águas cristalinas compondo um Estado que está sendo descoberto e apreciado no mundo inteiro.

Essa diversidade está organizada em cinco pólos turísticos, cada um com seus atrativos naturais, culturais e arquitetônicos, muitos ainda por serem descobertos.




Turismo de aventura

A natureza fez do Maranhão um excelente destino para o turismo de aventura. Duas regiões se destacam: a Chapada das Mesas, com suas cachoeiras, trilhas e rios, e os Lençóis Maranhenses com suas dunas, rios e mar.

Chapada das Mesas - Lugar sob medida para quem gosta de desafios. Sertões, florestas de buritizais e trilhas são um convite às caminhadas. E adeptos de esportes radicais, como o rapel (técnica de descer montanhas em cordas), encontram na região cenários muito especiais: são as cachoeiras, que circundam as cidades de Carolina e Riachão, com destaque para as do Cocal, com quedas d'água que vão de 15 a 86 metros de altura. Existem ainda áreas propícias para camping. De junho a novembro, na região, os rios estão menos caudalosos e mais propícios para banhos

Lençóis - Nos lençóis, as praias, as areias, lagoas e as águas do mar e do rio Preguiças se prestam para uma infinidade de esportes que vão desde as caminhadas até práticas mais sofisticadas, como esportes a vela, entre eles kite surf, wind skate, wind car e wind surf. A partir de São Luís os equipamentos são facilmente transportados de carro para Barreirinhas, portão de entrada dos Lençóis. O parque se apresenta ainda mais atraente a partir de junho, quando cessam as chuvas e a região fica repleta de lagoas.

Turismo Cultural e Religioso

O Pólo de São Luís é o pouso certo para quem gosta de turismo cultural e religioso. Na capital, o Centro Histórico, museus, teatros e uma infinidade de manifestações populares garantem um passeio pra lá de instrutivo. A mistura de aprendizado e lazer continua em Alcântara e São José de Ribamar, onde também acontecem algumas das mais importantes festas religiosas do Estado.

São Luís - O pólo pode ser visitado em qualquer época do ano, embora junho seja o mês em que a cidade mais tem a oferecer. É quando acontecem as festas em homenagem a Santo Antônio, São João, São Pedro e São Marçal, e a capital vira pura alegria.

        Devotos de São José de Ribamar podem participar em setembro de uma grande festa na cidade que leva o nome do Santo e fica a apenas 32 quilômetros de São Luís. Detalhe: o evento acontece sempre no mesmo mês, mas os dias são móveis, coincidindo com a lua cheia.

        Em Alcântara, no segundo domingo de agosto, acontece a festa de São Benedito. Uma herança bastante viva da marcante presença dos africanos no Maranhão. Os devotos formam uma grande procissão que percorre as ruas da antiga cidade, protagonizando um espetáculo de fé e beleza.

        Ainda em Alcântara, em maio, acontece a Festa do Divino, o mais badalado evento profano-religioso do Maranhão. A festa tem lugar em várias outras regiões do Estado, mas é nesta cidade que alcança um esplendor ímpar. Caixeiras do divino, doces de espécie, imperador, imperatriz, procissões e fé são sinônimos dessa fantástica manifestação popular que atrai anualmente centenas de turistas.

São Luís

O Pólo São Luís abrange os municípios que compõem a Ilha,a capital São Luís, São José de Ribamar, Paço do Lumiar e Raposa, e a cidade Monumento de Alcântara.
        São Luís foi fundada em 1612 por franceses, invadida por holandeses, mas totalmente construída pelos portugueses. Seu famoso conjunto arquitetônico, do Centro Histórico, com cerca de 5 mil imóveis datados dos séculos XVII e XIX, remetem qualquer pessoa a um passado de muita riqueza, onde barões e prósperos comerciantes acumularam fortunas. Tombado em 1997 como Patrimônio da Humanidade pela Unesco, o acervo colonial, abriga, atualmente, lojas, cinemas, museus, teatros, bares, restaurantes e hotéis.
        Se a opção é a natureza, basta lembrar que São Luís está localizada numa ilha, cercada de belas praias. Ponta D’Areia, Calhau, Olho D’Água e Araçagy são algumas opções.

Parque dos lençóis

O Pólo Parque dos Lençóis, situado no litoral oriental do Maranhão, envolve os municípios de Humberto de Campos, Primeira Cruz, Santo Amaro e Barreirinhas. Seu maior atrativo é o Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses, belo e intrigante fenômeno da natureza, que tem Barreirinhas como principal portão de entrada.

        O Parque Nacional dos Lençóis é um Paraíso ecológico com 155 mil hectares de dunas, rios, lagoas e manguezais. Raro fenômeno geológico, foi formado ao longo de milhares de anos através da ação da natureza. Suas paisagens são deslumbrantes: imensidões de areias que fazem o lugar assemelhar-se a um deserto. Mas com características bem diferenciadas. Na verdade chove na região, que é banhada por rios. E são as chuvas, aliás, que garantem aos Lençóis algumas das suas paisagens mais belas. As águas pluviais formam lagoas que se espalham em praticamente toda a área do parque formando uma paisagem inigualável. Algumas delas, como a Lagoa Azul e Lagoa Bonita já são famosas pela beleza e condições de banho. Os povoados de Caburé, Atins e Mandacaru são pontos de visita obrigatórios.

Atrativos

Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses 155 mil hectares de pura natureza e muitas surpresas para o viajante, num roteiro que inclui visuais sedutores e por de sol inesquecível, flora e fauna abundantes. Grandes vastidões de dunas, lagoas, banhos de mar esperam pelo turista neste verdadeiro santuário da natureza.

Praias - Ponta do Mangue, Moitas, Vassouras, Morro do Boi, e Barra do Tatu são algumas das belas praias que esperam pelo turista em Barreirinhas. Chega-se de barco a todas elas, partindo-se da sede do município.

Mandacaru - Vila de pescadores onde a maior atração é um farol de 54 metros de altura, de onde se tem um belo visual do parque.

Caburé - - Um delicioso refúgio onde o visitante pode tomar banho de mar e tirar o sal do corpo em água doce. Boa opção de pernoite. Existem chalés e boa comida.

Aproveitem!!!

Thy

A "Felicidade Reinventada".

Lançado na década de 80 pelo laboratório Eli Lilly, o Prozac revolucionou o tratamento contra a depressão. O mérito da chamada “pílula da felicidade” foi reduzir os efeitos colaterais que, até então, eram muito acentuados nos outros remédios antidepressivos, trazendo uma sensação de bem-estar para o paciente. Com o Prozac, diminuiu a ocorrência de efeitos como prisão de ventre, queda da pressão sangüínea, distúrbios cardíacos, ganho de peso e tontura. 

Estima-se que mais de 40 milhões de pessoas no mundo já tenham usado o medicamento desde o seu surgimento, em 1986.
O princípio ativo do Prozac é o cloridrato de fluoxetina. Ele faz parte de um grupo de medicamentos chamados de “inibidores seletivos da recaptura da serotonina”. A serotonina é um dos neurotransmissores do cérebro e atua na comunicação entre as células nervosas – os neurônios. Inibindo a sua recaptura pelas células nervosas, o Prozac aumenta o nível de serotonina disponível no cérebro.

Isso facilita a transmissão da informação entre os neurônios e alivia os sintomas da depressão. Os antidepressivos mais antigos influenciam vários neurotransmissores ao mesmo tempo e, por isso, podem trazer mais efeitos indesejáveis. Já o Prozac atua de forma específica na serotonina.

O Prozac também tem sido usado para o combate de outras desordens, como a síndrome do pânico, a bulimia e o distúrbio obsessivo compulsivo (DOC). Críticos alertam para o uso indiscriminado do medicamento, às vezes utilizado para resolver problemas como timidez, ansiedade e tristeza, que não deveriam ser tratados com remédios. Os efeitos colaterais conhecidos do Prozac são agitação, insônia, dor de cabeça, náusea e secura na boca. A aparente ausência de efeitos perigosos transformou o Prozac num remédio fácil de ser receitado por médicos.

Nos últimos anos, no entanto, alguns advogados de presos acusados de assassinato nos Estados Unidos começaram a alegar que seus clientes cometeram o crime sob a influência do medicamento. Houve também uma série de acusações de que o antidepressivo provocaria obsessões suicidas. Alguns pacientes chegaram a entrar com processo na Justiça contra a Eli Lilly. Os defensores do Prozac argumentam que as taxas de suicídio são mais altas entre pessoas que estão deprimidas e que a incidência de suicídio entre os que tomam Prozac não é maior do que entre os que tomam outros medicamentos antidepressivos.

Após o sucesso do Prozac, outros “inibidores da recaptura da serotonina”, como Zoloft, Paxol e Nuvoz, apareceram no mercado. Nos últimos anos, foram lançadas também versões genéricas do medicamento, pois a patente expirou e laboratórios concorrentes puderam comercializar produtos com o mesmo princípio ativo do Prozac.

O impacto da descoberta
O Prozac revolucionou o tratamento contra a depressão ao reduzir os efeitos colaterais em relação a outros remédios antidepressivos. Seu sucesso estimulou o surgimento de drogas semelhantes no mercado. Virou estrela!

Medicamento ganhou fama e já apareceu até em filmes

Verdadeira febre nos Estados Unidos, o Prozac se tornou famoso no mundo inteiro por ser consumido por celebridades como o magnata do ramo imobiliário Donald Trump. Graças ao seu sucesso, o antidepressivo virou ele mesmo uma celebridade. Foi capa de inúmeras revistas e tema de diversos programas de rádio e de televisão. Apareceu até em uma citação do ator e diretor Woody Allen no filme Um Misterioso Assassinato em Manhattan (1993): “Não há nada de errado com você que não possa ser curado com um pouco de Prozac e um taco de pólo”, diz seu cômico personagem.

Mais recentemente, o medicamento foi tema do filme Amor, Curiosidade, Prozac e Dúvidas (2001), do diretor Miguel Santesmases, que adaptou um romance homônimo da espanhola Lucía Etxebarría, best seller na Europa. No mesmo ano foi lançado Nação Prozac, do diretor Erik Skjoldaejrg. Estrelado pelas atrizes Christina Ricci e Jessica Lange, o filme é baseado no romance autobiográfico de Elizabeth Wurtzels, ex-crítica de música da revista New Yorker. O livro conta a história de uma garota que passa por crises agudas de depressão e chega a tentar o suicídio, antes de ser tratada com Prozac.

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Feliz Aniversário Maninha!

Tudo aconteceu num dia comum, em que eu fui comprar uma coca-cola pro almoço.... Encontrei meu primo Wallisson que me comunicou que Deus teria um presente especial a somar a nossa família. Conversando com meu pai, eles nos avisou que tinha um anjo recém-nascido que seria indicado a compor nosso lar. Mãmae e Papai se amam a tal ponto de se comunicar apenas pelo olhar, lembro que eles através de uma sintonia especial decidiram derrepente ir a maternidade.... Horas depois, nos aparecem com minha maninha: tão pequena, frágil, engasgava com tudo a ponto de nos deixar aflitos. Foi amor a primeira vista! Nasceu Vithória, que trouxe alegria e realizou um anseio de nossos pais e irmãos: ter uma irmãzinha. Substitui a mamae mais de uma semana em sala de aula para que ela tivesse os devidos cuidados. A novidade correu na minha escola, fiquei tão feliz e contei pra todo mundo, ensejando em visitas de meus colegas de classe pra conhecer minha irmã. Eu acordava com aquele chorinho de recem-nascida, queria acompanhar todos os momentos, troquei muitas fraudas, dei mamadeira, meu amor e carinho. Apartir da chegada desse anjo, me aproximei muito de meu pai, ambos faziamos cara de bobo de emoção por tê-la como novo membro da família "Pinto de Sousa".... Amanhã ela fará 13 anos, passou muito rápido, em momentos meus olhos marejam de lembrar. Neguinha, desejo a você muita saúde, sabedoria, alegria de viver, que você possa sempre nos dá orgulho com sua inteligência e esforço.... As fases dos hormonios e adolescencia está chegando, o BB que tanto amo virou uma mocinha.... Feliz aniversário, te amo muito e quero que Deus ilumine sempre seus passos.... Abraço super apertado do seu Manão. Te amamos.

sábado, 2 de novembro de 2013

Os contrastes de Mazzaropi: Amado pelo público, detestado pela crítica.


Boa tarde caros amigos!

Quando pensei em estudar um pouco do cinema nacional, lembrei de um artista que nunca foi levado a sério nos meios intelectuais do Brasil. Muitos jamais aceitaram que personagens sem cultura pudessem fazer tanto sucesso.

Ele venceu junto ao povo, mesmo com a pobreza técnica do cinema nacional, a inexistência de especialistas e a falta de recursos. Nesse contexto é que se agiganta a figura de Amancio Mazzaropi que, com muita identificação com o povo foi capaz de superar a crise no cinema nacional, com grandes sucessos de bilheria.

Mazzaropi deu vida a um dos maiores sucessos de Monteiro Lobato, a personagem Jeca Tatu, através da qual denunciava a situação crítica em que vivia o nosso homem do interior com íntima ligação com a propaganda do Biotônico Fontoura, criada por Monteiro Lobato.  O caboclo vivia em um casebre com sua família fraca e triste, em uma situação de abandono pela saúde pública. Não tinha comida com "sustança", não tinha higiene, não tinha forças para trabalhar. Quem o via  rotulava, como grande preguiçoso, coisa que Monteiro Lobato rebatia: ele não é assim, ele está assim.

"Publicado pelo Laboratório Fontoura nas primeiras décadas do século XX, o almanaque ensinava em linguagem simples o ciclo do parasita que causava o amarelão, como evitar o contágio e manter a saúde. Com o Jeca Tatu, temos a crítica impiedosa do jovem fazendeiro contra a indolência do caipira; já o Jeca Tatuzinho é visto pela ótica compreensiva do escritor maduro que revê a personagem como vítima da subnutrição e das endemias que assolavam a saúde do brasileiro. E um ano antes da morte do autor, chegamos à declaração de luta entre o latifundiário Tatuíra e o Zé Brasil. Trata-se, agora, de uma criação integrada em um novo contexto econômico e político, o "da propriedade da terra, da questão rural, da política agrária, das organizações de esquerda".

E o que Mazzaropi tem com isso?

Nascido a 9 de abril de 1912, Amácio Mazzaropi, imortalizou o personagem Jeca Tatu no filme do mesmo nome (uma adaptação do conto Jeca Tatuzinho de Monteiro Lobato ), em 1959.
Não há muito material disponível para homenagear o Mazzaropi. Mas é suficiente para homenagear e lembrar o tão esnobado artista. A música de fundo desta apresentação é uma toada que foi sucesso na primeira metade do século XX e que ajudou a criar a imagem do caipira paulista que Mazzaropi aproveitou em seus filmes. A música reflete a tristeza e a poesia do povo do campo, simples, pobre, que não conhece quase nada do que, para os que moram na cidade grande, é natural.

"O filme Tristeza do Jeca, o próprio Mazzaropi produziu e interpretou sob a direção de Milton Amaral, em 1961. A obra de Mazzaropi tem sido revista pelos críticos. Com a total aprovação do povo que lotava seus filmes, ele não necessitava de críticos. Mazzaropi é como Monteiro Lobato: sua obra fala por si mesmo, é um monumento à nossa brasileirice, ou à nossa caipirice. Porém sua obra é colocada de lado nos livros, longe da memória do povo, como tantas coisas boas neste país. O caipira de Monteiro Lobato tinha uma função didática. Mazzaropi acrescentou a ele o seu modo espontâneo e engraçado de falar de assuntos sérios, mais os clichês do homem do campo - o caipira do sudeste - o homem simples, conformado, valente se necessário e sempre honesto."

Ótimo Sábado a todos!


Thy

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Plano Bresser e Plano Verão – Uma visão racional do período ("lascado")...



Olá caros leitores! As aulas de economia com a querida Professora Jarmonielle me instigou a curiosidade de saber um pouco mais sobre nossos planos monetários, deste modo, achei interessante traçar uma pequena análise acerca dos paralelos entre Plano Bresser e Plano Verão, com base em pesquisas e depoimentos de meu namorado que viveu bem essa época.... espero que seja útil as informações e que edifiquem nosso cognitivo sobre uma das coisas que mais gostamos: "Dindim"....

A princípio, pra quem acha que o Plano Real é uma merda, não deve ter visto falar de Planos como Cruzado, Bresser e Verão por exemplo. A política fiscal adotada nesses planos visavam estabilizar a economia (para o núcleo endinheirado do nosso meio social, claro, e que se foda a plebe), entretanto, é notório afirmar que foi uma merda, digo, fracasso em cima de fracasso...

O Plano Bresser surgiu como meio se substituir o então fracassado plano cruzado instituído pelo querido ex presidente Jumento , digo, Sarney (da "República Monárquica do Maranhão), mas se mostrou ineficaz tanto quanto o plano que o deu lugar, não dando conta de estabilizar o horror que se mostrava inflação em nosso país, e cedendo lugar posteriormente ao “Plano (Vera) Verão”. Em 1987  no governo de Sarney o ministro  da Fazenda Luiz Carlos Bresser Pereira, assume com a missão de controlar a inflação herdada do estúpido Plano cruzado.

    O principal objetivo do plano não era acabar com a inflação, nem com a indexação, mas evitar a sua aceleração e a hiperinflação, e para isso era necessário diminuir o déficit público (pura mentira!) que já representava uma parte considerável do PIB, pois nesta época os gastos do governo eram superiores as receitas provenientes dos impostos "extorquidos" no território tupiniquim.
            
Agora vamos para as "intelingentes" medidas adotadas:

· Congelamento de salários, com inflação corrigida após seis meses ao nível de 12 de julho (uma sacanagem);
· Congelamento de preços por três meses, observando que aumentaram vários preços antes do congelamento (Uma fraude);
·   Mudança da base do índice de Preços ao Consumidor (IPC), incorporada a inflação para não sobrecarregar o mês de julho (Uma piada);
·   Desvalorização do câmbio em 9,5% em ao nível de 12 de junho, sem congelamento, mas com desvalorizações suaves, e com menor ritmo (É rir pra não chorar);
· Congelamento do preço de aluguéis de junho sem nenhuma compensação (Pelo menos uma tentativa de acerto haja visto a especulação imobiliária abusiva);
· Elaboração da (URP), unidade Referencial de Preços, quecorrigia os salários de três em três meses ( A alegria do pobre).

    Vale ressaltar que foi mantida uma política fiscal com taxa de juros positiva para incentivar a poupança (da qual saímos fodidos e mal pagos pelo Collor). Apenas como política de curto prazo o Plano Bresser teve êxito, conseguiu mesmo que por curto tempo equilibrar a balança comercial, mas com o aperto nos preços, a indústria se sentiu desestimulada a produzir por conta do aumentos nos custos.

  O desequilíbrio de preços fez com que a inflação voltasse novamente, pois as pressões das classes trabalhadora e industrial que resultou em ganhos de reajustes para várias categorias começando pelos funcionários do governo e se espalhou para todas as classes.

     E em dezembro de 1987, o plano não conseguiu controlar mais o déficit público (creio que os representantes políticas limpavam o rabo com notas de 1000...), apesar de ser este seu objetivo principal.Impossibilitado de tocar a política monetária em virtude de interesses contrários do governo Sarney , não o permitindo manter a austeridade fiscal.

Como estava até o pescoço atolado na merda, Bresser pede demissão e assume o Ministro Maílson da Nóbrega que já (se achando..) inicia propondo uma política econômica sem medidas drásticas, tenta conviver com a inflação fazendo ajustes localizados, essa política foi denominada de "Feijão com Arroz", a qual deveria evitar a hiperinflação. Porém em 1988 a inflação chega a 933% e o governo lança mais um plano econômico.

E em 15 de janeiro de 1989, Plano Verão determinara o corte de três zeros; criando o "Cruzado Novo" mais um congelamento de preços é extinta a correção monetária e o plano propõe a privatização de algumas estatais (deveriam ter feito com a telefonia nessa época) e cortes nos gastos públicos ( Piada!), onde os funcionários contratados nos últimos cinco anos seriam exonerados (O Detran-TO deveria adotar isso na contemporaneidade, hehe). Os cortes não aconteceram ficaram somente no papel (Grande novidade....). O governo não realizou nenhum ajuste fiscal como sempre, as discussões no congresso sobre o período do mandato de presidente impediram qualquer tentativa de medidas mais austeras. Resumindo: os contribuintes que se lasquem!

O Plano Verão vira estatística que passa a preencher o rol de planos econômicos desastroso do período. Em dezembro do mesmo ano a inflação atingiu 53,55%. E de 1989 a 1990, a inflação chega a marca de 2.751%.a.a.

Graças a Deus veio o Plano Real, lembro do câmbio ainda na infância, nao presenciei esses abusos anteriores a nós cidadãos  contribuintes constitucionalmente garantidos em um pseudo estado democrático de direito...

Ah, obrigado por me fazer gostar de economia , Jarmonielle!

E a todos, um excelente Halloween...




Thyago Pinto de Sousa

          
Bibliografia de apoio para os dados inflacionários:

ECONOMIA BRASILEIRA CONTEMPORÂNEA - A Saga dos Planos Heterodoxos: A economia Brasileira de 1985 a 1994. 

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Sugestão de leitura pro fim de semana: A maçã no escuro (Clarisse Lispector)



Olá caros leitores!!!!! nesta sexta feira quente (com promessa de chuva mais tarde) apresento uma sugestão de leitura agradável pro fim de semana. Portanto, edifiquem seu cognitivo com boa leitura! 

O universo literal que Clarisse se insere me deixa até tímido pra elaborar uma pequena crítica, mas vamos lá!!!

A princípio, se há livros que abordam e aprofundam bem o existencialismo sob a forma de romance, este é O LIVRO!!. Sou um fã incondicional do Vergilio Ferreira que aborda muito bem o tema nos seus romances, mas a Clarice é um colosso, sinto até que ofusca Vergilio Ferreira (não quero ser pretensioso - foi apenas a forma como eu o senti, ambos os escritores são grandes e qualquer comparação é injusta) 

A Maçã No Escuro é uma história sobre um homem, que, farto da sua vida e do seu papel na sociedade, resolve recriar-se a si próprio a partir do nada. Para atingir esse objetivo, e para ter certeza que não pode voltar atrás, uma vez que essa mesma sociedade já não o aceitará, mata a mulher... e foge para o campo, anda a vaguear, começando a re-construir   (interiormente) o seu ser, através da sua interacção com a natureza. Vai passando por diversas etapas, chegando a várias conclusões. O encadeamento dos seus pensamentos e raciocinios não nos deixa largar o livro. Em determinado ponto, chega a uma quinta, onde vivem duas mulheres (além de outras pessoas). Uma delas tem medo da morte, pois tem medo do mundo dos espiritos que pensa vir a encontrar, não da morte em si, e outra tem medo da vida, pois vivia segundo determinados moldes e um dia, sentindo-se mais livre, tentou procurar-se a si própria, assustou-se com o que encontrou, e voltou à sua carapaça. Os diálogos entre o homem e as duas mulheres são.... nem tenho palavras, verdadeira parada de perguntas e respostas à volta de questões existenciais. 

Pelo meio, há uma passagem que eu não consegui esquecer. Em determinado ponto da sua busca interior, o homem, todo contente porque já tinha chegado a algumas boas conclusões, 
resolve que deve escrever para fixar as ideias e as conclusões a que chegou... mas, mal tenta começar, realiza que se começa a escrever está já a distorcer o seu pensamento... e seguem-se 6 páginas numa brutal discussão interior à volta desse tema - escrever é detrupar o pensamento impondo-lhe barreiras. 

A existência é como apalpar uma maçã no escuro - sentimos que é uma maçã, mas não podemos vê-la 

E o final do livro é abissal... claro, isto não devo contar...

Ótimo fim de semana a todos!!!

Thy

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

"Mídia Ninja!"

Com a discussão sobre a "Mídia Ninja" e a mídia independente em geral, o debate sobre a vertente do "ser jornalista" voltou a ser quente. Chacoalhou, as pessoas ficaram mais empolgadas para falar sobre o assunto. Mas creio que o debate seguiu por outros caminhos e acabou se perdendo uma oportunidade muito importante de um debate público sobre o jornalismo em si.

O problema, na verdade, é o debate ficar só nisso e depois voltar ao café, à salinha dos fumantes ou à pose de jornalista sadomasoquista que adora ser esfolado e dizer para todo mundo o quanto é esfolado e o quanto isso faz dele um jornalista de verdade.

Sabemos que profissionais do mercado e professores de faculdade insistem em ensinar que devemos deixar nosso sangue na redação, edição, criação..... E não se trata de fazer corpo mole, mas alguém precisa avisar à nova (e à velha) geração que ser jornalista não é sofrer, não é trabalhar em condições cada vez mais precárias, não é ficar sem receber horas extras, não é sofrer assédio moral e não é deixar de viver e muito menos deixar de fazer o que realmente é jornalismo.

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Filme mostra vida de Elza Soares

Foto: Divulgação
Na última terça-feira (dia 15), foi lançado o filme  "Elza", que retrata a vida da cantora Elza Soares, e que estreia nos cinemas nesta sexta feira (18). Dirigido por Izabel Jaguaribe e Ernesto Baldan, o filme é um documentário, que traz depoimentos de grandes nomes da música brasileira, como Caetano Veloso, Maria Betânia e Jorge Benjor, entre outros. No longa, a própria Elza também relata momentos marcantes de sua vida e carreira, falando sobre sua estreia, sua família, e temas como vaidade, religiosidade e criatividade musical.

Elza Soares na estreia do filme./ Foto: Carolina Baldner
A cantora diz que está muito feliz e emocionada, e considera o filme como uma maneira de agradecer ao público. “É muito importante e uma forma de agradecer, é um muito obrigado por tudo”, diz ela. Elza conta que, na época da gravação do filme, estava com diverticulite, uma inflamação do intestino grosso, mas que só depois descobriu a doença, o que não a impediu de concluir o trabalho com o documentário. “Quando começo uma coisa, vou até o fim”, desabafa. O filme também é uma maneira de o público conhecer melhor o trabalho e a trajetória da cantora.

A carreira de Elza Soares

Elza da Conceição Soares, conhecida apenas como Elza Soares, nasceu em 23 de junho de 1937, na favela carioca de Água Santa, e se tornou conhecida pela voz rouca e original. Sua estreia se deu em um show de calouros apresentado pelo músico brasileiro Ary Barroso, no fim da década de 1950. Casou-se cedo, ficando viúva aos 18 anos. Mais tarde, casou-se com o jogador de futebol Garrincha.

Foto: Patrícia Lascano
O primeiro sucesso de Elza foi a música “Se acaso você chegasse”, do disco intitulado com o mesmo nome. Depois gravou seu segundo LP, “Bossa Negra”. Sucederam-se outros discos que traziam grandes sucessos, como o LP “Sambossa”, “Na roda do Samba”, “Um show de Beleza”, “Bola Branca”, “Elza, Carnaval, e Samba”, “Sambas e mais sambas”, “Elza pede passagem”. A cantora não parou por aí, e continua trabalhando até hoje.

Além da voz marcante, Elza foi responsável por algumas inovações na Música Popular Brasileira, misturando ao samba ritmos como Jazz, Bossa nova, Rock’n’roll, Blues, Soul, e até Funk e música eletrônica. Elza Soares recebeu indicações para o Grammy Awards e foi eleita pela a BBC de Londres como a cantora do milênio.

segunda-feira, 19 de março de 2012

Roxette anuncia lançamento do novo álbum "Travelling"

A dupla Roxette anunciou o título e a data de lançamento de seu novo álbum. "Travelling" será o nono disco de estúdio dos suecos Marie Fredriksson e Per Gessle e chega às lojas em 23 de março. 15 faixas compõem o álbum, descrito como "um cartão-postal musical" de canções, incluindo novas versões de hits clássicos.
A gravação aconteceu durante a turnê mundial dos músicos, que rendeu 85 apresentações em 30 países. Nesta semana, Marie e Per divulgaram a faixa "It's Possible", que pode ser acompanhada com legendas abaixo: 




Putz!!! nesse exato momento um amigo me passou o link, já vazou o CD na internet. Clique aqui para baixar: http://www.mediafire.com/?wmpya61px54oyqa

Vai desculpando aí Marie e Per, mas nao tou muito aí pra lei de copyright nao!! 

Boa Noite!!!

Thy 

domingo, 11 de março de 2012

Crítica: Cinema Paradiso



É curioso é que, em toda minha vida, eu jamais ganhei coisa alguma em concursos, nem em rifas de escola. Ganho presentes legais, e essa semana recebi um que chamou a atenção: o DVD Cinema Paradiso, que meu amigo João trouxe de Sampa pra mim.

Em suma, eu poderia dizer que se trata de uma declaração de amor ao cinema. A história do filme se passa num pequeno vilarejo da Sicília, onde a única diversão de Salvatore Vita, ou melhor, Toto, e dos seus demais habitantes é ir ao cinema. Apesar da relutância inicial de Alfredo, o projetista, Toto penetra nos mistérios e segredos por detrás do que se vê na tela do cinema. Com lirismo e humor extraordinários, Giuseppe Tornatore faz com que nos apaixonemos por aquela comunidade tão humana e viva, unida pela magia do cinema.

Além de uma cativante trilha sonora de Morricone, "Cinema Paradiso" é um exemplo de como não podemos fugir ao nosso destino, talvez até mais do que isso, de como vale a pena viver o que sonhamos.
 
Suponho que boa parte do que está contido em "Cinema Paradiso" diz respeito à própria vida de Tornatore e pode ser isto que lhe dê tamanha autenticidade. Um filme para ser assistido e para encantar muitas vezes.

Casamento, união e sociedade de fato: veja a diferença




Boa tarde leitores. Hoje resolvi tirar um pouco da ferrugem cerebral sobre umas aulas de Direito de Família que tive no quarto período do curso de Direito, levando pra vertente homoafetiva.

As notícias estão (ainda bem) cada vez mais freqüentes: "Uruguai quer ir além da união civil entre pessoas do mesmo sexo", "Homossexuais argentinos podem se casar", ... Essa profusão de informações não pode ser lida com falta de atenção aos termos utilizados. Há, sim, diferença entre cada tipo de forma legal de considerar as relações amorosas.

A prova de que nomes não são apenas nomes está inclusive no projeto da então deputada federal Marta Suplicy, que criava a "união civil", algo que existiria apenas para casais do mesmo sexo. 


 O foco agora é a união estável, que está prevista no Código Civil também para casais homoafetivos. Em vez de criar uma nova forma de reconhecimento de uniões, quer-se, agora, a expansão de algo que já existe para heterossexuais.
A meu pedido, a advogada Chyntia Barcellos, especialista em questões jurídicas relacionadas à cidadania LGBT e com escritório em Palmas-TO, me ajudou a relembrar, dentro do campo que eu estou abordando, que significa cada um dos termos, haja vista que estudei quase tudo na visão clássica heterossexual. Deste modo, é fundamental saber o que cada um significa.

"A confusão maior gira em torno do casamento e união estável quando se quer falar sobre as uniões entre parceiros do mesmo sexo. No Brasil, ainda não está se buscando o casamento e sim a equiparação da união homoafetiva, como união estável. Todas as decisões judiciais e projetos de lei em curso versam sobre esse fato."



As definições são:


: : Casamento
O casamento dito civil está previsto nos artigos 226, parágrafo primeiro, da Constituição Federal de 1988 (CF/88) e nos artigos 1.511 e seguintes do Código Civil (CC), que define casamento como o ato que se realiza "no momento em que o homem e a mulher manifestam, perante o juiz, a sua vontade de estabelecer vínculo conjugal, e o juiz os declara casados (art. 1.514, CC)".
O casamento é feito por registro civil e prevê a existência de um regime de bens, a fim de regular as relações patrimoniais do casal. São exemplos desses regimes, a separação total de bens, a comunhão universal de bens e a comunhão parcial de bens, que rege o casamento quando os noivos não escolhem outra modalidade. Isso também ocorre na união estável quando os companheiros não dispõem de outra forma por meio de contrato escrito.

: : União estável

É a união dita civil, prevista nos artigos 226, parágrafo terceiro e 1.723, do Código Civil, que dizem:
Art. 226, parágrafo terceiro, CF/88. "A família, base da sociedade, tem especial proteção do Estado. Para efeito da proteção do Estado, é reconhecida a união estável entre homem e mulher como entidade familiar, devendo a lei facilitar sua conversão em casamento."

Art. 1.723, CC. "é reconhecida como entidade familiar a união estável entre homem e mulher, configurada na convivência pública, contínua e duradoura e estabelecida com o objetivo de constituição de família."
A CF/88, ao dizer homem e mulher, não quis excluir as uniões homoafetivas da proteção do Estado. A intenção do legislador foi de livrar a mulher do preconceito, que esta sofria se não fosse casada. A atitude foi de inclusão e não de exclusão, como muitos pretendem alegar.

: : Sociedade de Fato

Antes da CF/88, a união entre homem e mulher, que não fossem casados, era considerada como concubinato, vista juridicamente como uma sociedade de fato, ou seja, uma sociedade comercial onde a mulher era indenizada pelos serviços prestados ao homem, vista não como uma entidade familiar amparada pelo Direito de Família e sim pelo Direito das Obrigações.

Chyntia explica que muitos juízes defendem que, por não haver lei de reconhecimento da união entre parceiros do mesmo sexo, ela deve ser configurada como uma sociedade de fato, mas que isso está mudando.


"Felizmente este entendimento já é realidade e a Justiça, mesmo diante da aprovação do legislador, vem reconhecendo a união entre parceiros do mesmo sexo como uma união de afeto entre duas pessoas, como entidade familiar, desde que preencha os requisitos da união estável prevista no artigo 1.723, do Código Civil, ou seja, pública, contínua e duradoura."



Homossexuais brasileiros são mais ricos que héteros

No final do arco-íris, um pote… Esqueça, isso! No arco-íris todo o que há é uma profusão de carteiras Louis Vuitton cheias de euros e dólares. Pesquisa Estudo com Gays e outros Homens que Fazem Sexo com Homens, feita pelo Ministério da Saúde, evidenciou que a idéia da “bicha fina” é realidade. O levantamento mostrou que, dentre homossexuais, 26,9% pertencem às classes A e B. O índice é quase 50% maior do que o número de homens em geral nesse segmento: apenas 18,2%. 

Quando se trata das classes mais baixas, as D e E, o número de gays vai no sentido oposto e cai de forma significativa. A pesquisa, realizada com 3.616 indivíduos em oito capitais e dois outros municípios, indicou que apenas 23,3% dos homossexuais estão nesse segmento. Dentre homens em geral, o número é 34%.

Estão na classe C, 49,9% dos homossexuais e 47,8% dos homens em geral. Como homossexuais fazem parte do grupo dos homens em geral, a diferença econômica entre héteros e gays é ainda maior do que mostrado nessas comparações. Não há dados exatos apenas dos homens que só fazem sexo com mulheres.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

10 coisas para tirar a (minha) vida do tédio


Minha vida tá parada. Morna. ( E Carnaval é um inferno pra um depressivo-dependente alcoolista em reabilitação). No dia a dia, eu acordo,vou para a clínica de reabilitação, chego em casa às 18h, leio meus e-mails, durmo, acordo, vou pra clínica… é um ciclo sem fim.

Quando tô de saco cheio, não dá para pensar ‘acabou o dia’, porque no dia seguinte recomeça tudo de novo. Não dá para pensar ‘o fim de semana tá aí’, porque logo o fim de semana acaba, eu não faço nada de diferente nele e vem a segunda.

(Breve pausa para falar da segunda-feira)

A segunda é o dia mais desesperançoso da semana. A segunda é um dia cruel. Te tira da alegria daquele outro tédio (pra mim) que são o sábado e domingo no meio dos áridos dias úteis e te joga no meio do panela fervendo. Você não tem opção senão voltar pro tédio. Isso é o que a segunda representa para mim.

(Fim da breve pausa)

A falta de acontecimentos ligeiramente interessantes têm sido inclusive um problema aqui no blog, já que se nada acontece na minha vida, não há sobre o que escrever.
É por isso que eu tenho pensado em certas coisas para sair dessa rotina chata. Essa lista não foi pensada à força, todas as coisas realmente passaram pela minha cabeça de um jeito ou de outro nas últimas duas semanas. 

Não vou conseguir colocar a maioria em prática, mas não deixa de ser um conselho útil para alguém que está disposto a um pouco de aventura.  Viver é preciso. E eu estou lendo Hunter Thompson, o que me faz ter vontade de jogar tudo para o alto.

Ler Hunter Thompson

Não, esse não é o Gracindo Junior

O cara é um gênio da porra-louquice. É bom para te incentivar a fazer qualquer uma das coisas sugeridas aqui, ou seja, antes de qualquer coisa, leia Hunter Thompson.

Ter e executar uma idéia simples e revolucionária

Acho que isso é o tipo de coisa que pode te tirar da rotina. A maioria das pessoas passa a vida inteira sem ter uma idéia revolucionária. E mesmo na parcela da população que as têm, pouquíssima gente as executa. Fique atento aos seus pensamentos mais estúpidos: os grandes gênios da história sempre descobriram as coisas quando estavam pensando em algo totalmente contrário ou absurdo (ou assim os livros querem que a gente pensa, para que a história tenha graça).

Assaltar um banco

Certamente assaltar um banco é algo capaz de causar turbulência em uma vidinha pacata. Mas é ilegal (para alguns, isso faz parte da diversão) e não sei se as possíveis conseqüências valem a adrenalina do momento.

Aprender algo novo realmente legal

Nunca surfei, mas sempre quis aprender. Surfar deve ser uma daquelas coisas unânimes, não deve existir quem tenha surfado e dito: pô, isso é uma merda, nunca mais vou surfar. Nunca é tarde para aprender. Andar de skate é outra opção mais prática, pois dispensa a necessidade de litoral e de roupas de neoprene ridículas. Outra coisa que seria legal aprender é eletrônica – seria capaz de fazer todos aqueles mods nos meus gadgets. Ou fotografia. Criptografia! Sempre quis aprender criptografia. Gastronomia…

Viajar para um lugar muito louco

Por ‘muito louco’, digo um lugar daqueles que as pessoas dizem que são ‘misteriosos’. Tipo a Índia, ou Macchu Picchu. Ou conhecer templos de Monges Tibetanos. Coisas realmente diferentes, não ir para a praia no feriadão.

Se mudar

Po, não tenho dinheiro, mas me mudar seria algo realmente diferente. Durante meses eu ia ocupar minha cabeça com as coisas de uma nova casa, fora as outras possibilidades que morar sozinho traria (e dificuldades, também). Daria para ocupar a cabeça por um tempão.

Fazer um pacto com o diabo

Não sei, mas seja lá o que isso signifique, provavelmente agitaria a minha vida por um tempo. O problema é que eu me canso logo das coisas, e parece que com o diabo não há rescisão de contrato. Quer dizer, até há, mas a multa é complicada. Mesmo assim, se alguém tiver interesse…

Cancelar todos seus velhos amigos e arranjar novos

Se a sua vida está um tédio, formate-a. Apague todo mundo que é possível dela e troque todo mundo por gente nova. E o mais sensato é começar pelas pessoas que você conhece.
É brincadeira, gente. Tamo junto.

Entrar para uma sociedade secreta

As sociedades secretas tão aí, cara. Não olhe para trás, você pode se deparar com um membro delas. E participar de uma deve, pelo menos, prover segredos interessantes sobre coisas importantes para alguém que está fundamentalmente em busca de sentidos. Por isso, faço um apelo: me convidem, sociedades secretas.

Sabotar seu cartão de passes de ônibus

karreganakatraka

Mas olha, no fim das contas, a vida é bem menos glamurosa. Eu perderei a carona até a clínica e agora eu vou ter que acordar cedo e ir , pegar um busu lotado dos infernos. Isso não acontece com freqüência. É, sem dúvidas, uma quebra da rotina. Obrigado, universo. Você conspirou a meu favor.

Bom final de feriado a todos!!!



Thy !

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Luz vermelha para a imprensa marrom



Os teóricos, como Rosa Pedroso, enquadram a “imprensa marrom” como aquela em que há “valorização da emoção em detrimento da informação; exploração do extraordinário e do vulgar, de forma espetacular e desproporcional”. Continua, conceituando como uma “produção discursiva sempre trágica, erótica, violenta, ridícula, insólita, grotesca ou fantástica”. Mas isto, como diz Pierre Bourdieu, só existe graças ao polo econômico da já citada penny press, da imprensa como mercadoria ou produto.

Muito exagero lemos todos os dias nas bancas de jornais e revistas, vemos nas telas digitais de nossas TVs e ouvimos nas diversas emissoras de rádio.Por raciocínio lógico, é essa imprensa que publica noticias mentirosas ou inverdades devido a uma substancia que o ser humano e outros animais liberam que tendem a ter essa mesma cor!! Geralmente fazemos no banheiro!!


Existem jornais que fazem isso, porém informam ao leitor sobre qual ótica a notícia é veiculada. O problema ocorre quando isso é omitido. Muitas vezes a imprensa usa isso para atender os desejos de empresários, políticos entre outros. É uma grande falta de ética, pois foge aos princípios básicos do jornalismo que é a clareza, objetividade e parcialidade.

A imprensa marrom se mostra como um poder enorme visto que a imprensa é um meio de comunicação de massa, ou seja, muitas pessoas podem ser influenciadas por ela e assim gerar grandes mudanças na sociedade.

No tempo do regime militar houve muito disso, já que naquela época existia a censura, não podendo assim passar as notícias verdadeiras contra o atual governo da época.

A imprensa marrom usa de artimanhas jornalísticas e persuasivas para mudar totalmente o foco da notícia em questão. Por causa desse problema é que se deve ter um olhar crítico quanto aos meios de comunicação da imprensa. Porque ainda existem muitos que fazem uso da imprensa marrom até hoje.

Espero que você tenha gostado. Fique sempre alerta ao ouvir uma notícia. Até mais!


Bom carnaval a todos!!!

Thyago

Origem da Aids

 
Quatro anos após terem argumentado que os seres humanos provavelmente adquiriram o vírus da Aids ao comerem carne de chimpanzés, os mesmos pesquisadores dizem agora que rastrearam a origem do organismo até uma etapa ainda anterior - quando macacos foram devorados por chimpanzés.

Eles acreditam que o precursor simiano do vírus da Aids tenha sido criado em chimpanzés que comeram a carne de duas espécies de macacos infectados por vírus diferentes, mas aparentados: o mangabey de topete vermelho e o guenon de bigode.

Os pesquisadores chegaram a essa dedução ao seqüenciarem os genes dos vírus simianos da imunodeficiência em chimpanzés e em 30 espécies de macacos e, a seguir, compilarem as "árvores genealógicas" para verificar quais deles tinham parentesco mais próximo.

O estudo foi realizado em conjunto por pesquisadores da Universidade de Nottingham, Universidade do Alabama em Birmingham, Universidade Duke, Universidade Tulane e Universidade de Montpellier, na França. A conclusão é importante, afirma Beatrice Hahn, virologista da Universidade do Alabama em Birmingham e uma das autoras do estudo, "porque demonstra que os chimpanzés adquiriram o vírus exatamente da mesma forma que os humanos - ao devorarem animais que caçaram".

Nem os chimpanzés nem os macacos adoecem devido ao vírus. Ao contrário dos outros grandes macacos, os chimpanzés são caçadores formidáveis. Tropas de machos freqüentemente trabalham em conjunto; alguns perseguem os macacos por entre as copas das árvores enquanto outros aguardam nas árvores próximas para derrubar com um golpe as suas presas dos ramos. Outro grupo, no solo, segue a movimentação, saltando sobre os macacos que são derrubados e espancando-os até a morte.

Os machos caçadores despedaçam as suas presas membro a membro e as comem no local da caçada, dividindo as carcaças ou trocando-as por relações sexuais com as fêmeas, de forma que é fácil visualizar o contato com o sangue, derivado de "feridas abertas ou da mastigação de ossos", diz um pesquisador. A teoria mais aceita sobre a origem do HIV é que em algum lugar na África Central, provavelmente entre 1910 e 1950, um chimpanzé caçador contraiu o vírus ao se ferir enquanto esquartejava uma carcaça de macaco.

A seguir, o vírus simiano sofreu uma mutação, transformando-se no HIV e espalhando-se entre os humanos, na maioria dos casos por meio de relações sexuais. No entanto, "muita gente não acredita nisso e diz que a origem do vírus está na vacina contra a poliomielite, em agulhas sujas, em tatuagens ou em práticas tribais malucas", afirma Hahn. "Isso revela falhas de argumentação." Especialistas que não estão vinculados ao estudo dizem que ele é plausível.

Ronald Desrosiers, professor de genética da Escola de Medicina da Universidade Harvard, diz que "parece que a teoria faz sentido" e demonstra como é fácil a transferência de doenças entre espécies. Outro especialista, Edward Hooper, argumentou no seu livro de 1999, "The River" ("O Rio"), que um vírus de chimpanzé foi transmitido aos seres humanos quando uma vacina oral experimental contra a poliomielite foi cultivada em um meio contendo células de chimpanzé e utilizada em regiões do antigo Congo Belga, de 1957 a 1960.

Ele diz que o novo estudo é "razoavelmente plausível, embora baseado em dados limitados". "Não tenho problemas com relação à idéia de que os chimpanzés contraíram o vírus ao comerem macacos", afirma.
 
Os cientistas acreditam que dois vírus de macaco estão envolvidos no processo, já que o vírus dos guenons (Cercopithecus nictitans) era o mais assemelhado na parte do genoma que contém o código para o envelope protéico do microorganismo, enquanto que o vírus do mangabey (Cercocebus torquatus) apresentou maior similaridade em um segmento diferente. Não há meios de se saber quando os dois vírus se fundiram no organismo de um chimpanzé. "Pode ter sido há séculos ou há dezenas de milhares de anos", explica Hahn.

O vírus do chimpanzé foi encontrado em duas subespécies que habitam a África Central, conhecidas como troglodytes e schweinfurthii, mas, até o momento, não na subespécie que vive mais a oeste, o verus, e tampouco em uma espécie próxima, que habita uma região ao sul do Rio Congo, o banobo peludo ou chimpanzé pigmeu.

O fato de o vírus não ter conseguido se disseminar entre todos os chimpanzés antes de estes terem se diversificado em subespécies sugere que o microorganismo é relativamente novo, dizem os pesquisadores. As subespécies estão separadas há períodos enormes por grandes rios como o Congo e o Ubangi, já que os chimpanzés são incapazes de atravessar barreiras aquáticas.

Um estudo assemelhado sobre o vírus em chimpanzés selvagens, realizado por vários dos mesmos autores, e que deve ser publicado no periódico "Journal of Virology" no mês que vem, revela que a sua ocorrência é bem menos comum nesses animais do que nos macacos e que a taxa de infecção varia de região para região e de bando para bando. Nenhum dos chimpanzés estudados no Parque Nacional Kibale, em Uganda, estava infectado. Estima-se que cerca de 13% dos chimpanzés do Parque Nacional Gombe, na Tanzânia, tenham o vírus.

Já entre os macacos adultos, entre 50% e 90% da população está infectada com a sua versão do vírus, diz Paul M. Sharp, professor de genética da Universidade de Nottingham. Devido ao fato de os chimpanzés selvagens, que chegam a quase dois metros de altura, serem capazes de matar facilmente os seres humanos, a obtenção de amostras sangüíneas é tarefa perigosa, de forma que os pesquisadores observam os animais de uma distância suficientemente próxima para que possam examinar amostras de fezes e urina. Ainda não se sabe exatamente como os chimpanzés infectam uns aos outros e por que a doença não está mais disseminada entre eles, já que possuem vários parceiros sexuais e brigam com freqüência, muitas vezes distribuindo mordidas, uma prática que em alguns raros casos resultou na transmissão do vírus entre os humanos.