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sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Luz vermelha para a imprensa marrom



Os teóricos, como Rosa Pedroso, enquadram a “imprensa marrom” como aquela em que há “valorização da emoção em detrimento da informação; exploração do extraordinário e do vulgar, de forma espetacular e desproporcional”. Continua, conceituando como uma “produção discursiva sempre trágica, erótica, violenta, ridícula, insólita, grotesca ou fantástica”. Mas isto, como diz Pierre Bourdieu, só existe graças ao polo econômico da já citada penny press, da imprensa como mercadoria ou produto.

Muito exagero lemos todos os dias nas bancas de jornais e revistas, vemos nas telas digitais de nossas TVs e ouvimos nas diversas emissoras de rádio.Por raciocínio lógico, é essa imprensa que publica noticias mentirosas ou inverdades devido a uma substancia que o ser humano e outros animais liberam que tendem a ter essa mesma cor!! Geralmente fazemos no banheiro!!


Existem jornais que fazem isso, porém informam ao leitor sobre qual ótica a notícia é veiculada. O problema ocorre quando isso é omitido. Muitas vezes a imprensa usa isso para atender os desejos de empresários, políticos entre outros. É uma grande falta de ética, pois foge aos princípios básicos do jornalismo que é a clareza, objetividade e parcialidade.

A imprensa marrom se mostra como um poder enorme visto que a imprensa é um meio de comunicação de massa, ou seja, muitas pessoas podem ser influenciadas por ela e assim gerar grandes mudanças na sociedade.

No tempo do regime militar houve muito disso, já que naquela época existia a censura, não podendo assim passar as notícias verdadeiras contra o atual governo da época.

A imprensa marrom usa de artimanhas jornalísticas e persuasivas para mudar totalmente o foco da notícia em questão. Por causa desse problema é que se deve ter um olhar crítico quanto aos meios de comunicação da imprensa. Porque ainda existem muitos que fazem uso da imprensa marrom até hoje.

Espero que você tenha gostado. Fique sempre alerta ao ouvir uma notícia. Até mais!


Bom carnaval a todos!!!

Thyago

Origem da Aids

 
Quatro anos após terem argumentado que os seres humanos provavelmente adquiriram o vírus da Aids ao comerem carne de chimpanzés, os mesmos pesquisadores dizem agora que rastrearam a origem do organismo até uma etapa ainda anterior - quando macacos foram devorados por chimpanzés.

Eles acreditam que o precursor simiano do vírus da Aids tenha sido criado em chimpanzés que comeram a carne de duas espécies de macacos infectados por vírus diferentes, mas aparentados: o mangabey de topete vermelho e o guenon de bigode.

Os pesquisadores chegaram a essa dedução ao seqüenciarem os genes dos vírus simianos da imunodeficiência em chimpanzés e em 30 espécies de macacos e, a seguir, compilarem as "árvores genealógicas" para verificar quais deles tinham parentesco mais próximo.

O estudo foi realizado em conjunto por pesquisadores da Universidade de Nottingham, Universidade do Alabama em Birmingham, Universidade Duke, Universidade Tulane e Universidade de Montpellier, na França. A conclusão é importante, afirma Beatrice Hahn, virologista da Universidade do Alabama em Birmingham e uma das autoras do estudo, "porque demonstra que os chimpanzés adquiriram o vírus exatamente da mesma forma que os humanos - ao devorarem animais que caçaram".

Nem os chimpanzés nem os macacos adoecem devido ao vírus. Ao contrário dos outros grandes macacos, os chimpanzés são caçadores formidáveis. Tropas de machos freqüentemente trabalham em conjunto; alguns perseguem os macacos por entre as copas das árvores enquanto outros aguardam nas árvores próximas para derrubar com um golpe as suas presas dos ramos. Outro grupo, no solo, segue a movimentação, saltando sobre os macacos que são derrubados e espancando-os até a morte.

Os machos caçadores despedaçam as suas presas membro a membro e as comem no local da caçada, dividindo as carcaças ou trocando-as por relações sexuais com as fêmeas, de forma que é fácil visualizar o contato com o sangue, derivado de "feridas abertas ou da mastigação de ossos", diz um pesquisador. A teoria mais aceita sobre a origem do HIV é que em algum lugar na África Central, provavelmente entre 1910 e 1950, um chimpanzé caçador contraiu o vírus ao se ferir enquanto esquartejava uma carcaça de macaco.

A seguir, o vírus simiano sofreu uma mutação, transformando-se no HIV e espalhando-se entre os humanos, na maioria dos casos por meio de relações sexuais. No entanto, "muita gente não acredita nisso e diz que a origem do vírus está na vacina contra a poliomielite, em agulhas sujas, em tatuagens ou em práticas tribais malucas", afirma Hahn. "Isso revela falhas de argumentação." Especialistas que não estão vinculados ao estudo dizem que ele é plausível.

Ronald Desrosiers, professor de genética da Escola de Medicina da Universidade Harvard, diz que "parece que a teoria faz sentido" e demonstra como é fácil a transferência de doenças entre espécies. Outro especialista, Edward Hooper, argumentou no seu livro de 1999, "The River" ("O Rio"), que um vírus de chimpanzé foi transmitido aos seres humanos quando uma vacina oral experimental contra a poliomielite foi cultivada em um meio contendo células de chimpanzé e utilizada em regiões do antigo Congo Belga, de 1957 a 1960.

Ele diz que o novo estudo é "razoavelmente plausível, embora baseado em dados limitados". "Não tenho problemas com relação à idéia de que os chimpanzés contraíram o vírus ao comerem macacos", afirma.
 
Os cientistas acreditam que dois vírus de macaco estão envolvidos no processo, já que o vírus dos guenons (Cercopithecus nictitans) era o mais assemelhado na parte do genoma que contém o código para o envelope protéico do microorganismo, enquanto que o vírus do mangabey (Cercocebus torquatus) apresentou maior similaridade em um segmento diferente. Não há meios de se saber quando os dois vírus se fundiram no organismo de um chimpanzé. "Pode ter sido há séculos ou há dezenas de milhares de anos", explica Hahn.

O vírus do chimpanzé foi encontrado em duas subespécies que habitam a África Central, conhecidas como troglodytes e schweinfurthii, mas, até o momento, não na subespécie que vive mais a oeste, o verus, e tampouco em uma espécie próxima, que habita uma região ao sul do Rio Congo, o banobo peludo ou chimpanzé pigmeu.

O fato de o vírus não ter conseguido se disseminar entre todos os chimpanzés antes de estes terem se diversificado em subespécies sugere que o microorganismo é relativamente novo, dizem os pesquisadores. As subespécies estão separadas há períodos enormes por grandes rios como o Congo e o Ubangi, já que os chimpanzés são incapazes de atravessar barreiras aquáticas.

Um estudo assemelhado sobre o vírus em chimpanzés selvagens, realizado por vários dos mesmos autores, e que deve ser publicado no periódico "Journal of Virology" no mês que vem, revela que a sua ocorrência é bem menos comum nesses animais do que nos macacos e que a taxa de infecção varia de região para região e de bando para bando. Nenhum dos chimpanzés estudados no Parque Nacional Kibale, em Uganda, estava infectado. Estima-se que cerca de 13% dos chimpanzés do Parque Nacional Gombe, na Tanzânia, tenham o vírus.

Já entre os macacos adultos, entre 50% e 90% da população está infectada com a sua versão do vírus, diz Paul M. Sharp, professor de genética da Universidade de Nottingham. Devido ao fato de os chimpanzés selvagens, que chegam a quase dois metros de altura, serem capazes de matar facilmente os seres humanos, a obtenção de amostras sangüíneas é tarefa perigosa, de forma que os pesquisadores observam os animais de uma distância suficientemente próxima para que possam examinar amostras de fezes e urina. Ainda não se sabe exatamente como os chimpanzés infectam uns aos outros e por que a doença não está mais disseminada entre eles, já que possuem vários parceiros sexuais e brigam com freqüência, muitas vezes distribuindo mordidas, uma prática que em alguns raros casos resultou na transmissão do vírus entre os humanos.